WASHINGTON — Em um movimento que surpreendeu até mesmo os críticos mais céticos, líderes da Silicon Valley estão adotando a proposta do ex-presidente Donald Trump de renomear Artificial Intelligence (AI) para Super Intelligence (SI). A decisão, que começou com figuras como Elon Musk e Satya Nadella, agora se espalha por outras empresas do setor, mesmo que a população em geral ainda prefira o termo tradicional.
Trump anunciou oficialmente, em setembro de 2026, por meio de uma ordem executiva, que o governo dos Estados Unidos passaria a utilizar exclusivamente o termo “Super Intelligence” em documentos oficiais, comunicações públicas e políticas. Segundo Trump, a palavra “artificial” seria “artificial” no sentido pejorativo, enquanto “super” refletiria melhor o potencial da tecnologia.
Silicon Valley Segue a Liderança de Trump
Em um gesto que muitos interpretam como uma tentativa de alinhamento político e estratégico, empresas como Microsoft, SpaceX e Nvidia começaram a adotar o novo termo. Satya Nadella, CEO da Microsoft, referiu-se publicamente à tecnologia como “superinteligência” em um post recente, enquanto Elon Musk anunciou a renomeação da subsidiária de IA da SpaceX de SpaceXAI para SpaceXSI. Musk afirmou, em suas redes sociais, que “não há mais AI, apenas SI, e isso é melhor”.
Jensen Huang, CEO da Nvidia, e outros executivos, como Marc Benioff da Salesforce, também aderiram à nova terminologia durante uma reunião na Casa Branca, onde Trump anunciou o acordo. O presidente afirmou que os participantes haviam assinado um compromisso “vinculante” para regulamentação voluntária da IA, embora não haja um acordo explícito entre as empresas para adotar o termo “superinteligência” em suas operações cotidianas.
Controvérsias e Desafios
Apesar do apoio de gigantes da tecnologia, a iniciativa enfrenta resistência. Especialistas argumentam que o termo “superinteligência” já possui um significado técnico específico: refere-se a sistemas de IA que superam a inteligência humana. Além disso, a população em geral parece relutar em abandonar o termo “AI”, que já está profundamente enraizado no cotidiano.
Trump, no entanto, escalou o tom ao declarar que qualquer pessoa ou organização que não adotar o novo termo será considerada “o inimigo”. Essa postura agressiva visa pressionar não apenas o setor privado, mas também instituições governamentais e acadêmicas a seguirem a nova nomenclatura.
Em um artigo do Barron’s, especialistas alertam que a campanha de Trump pode não só falhar em convencer o público, mas também criar confusão em um momento em que a regulamentação da IA é mais necessária do que nunca.
Impacto no Setor e no Futuro da Tecnologia
O movimento reflete uma estratégia mais ampla da Silicon Valley de se aproximar do governo Trump, especialmente após tensões durante seu primeiro mandato. Com a promulgação de novas leis e regulamentações em discussão, empresas de tecnologia podem estar buscando evitar conflitos futuros ao se alinhar às diretrizes do governo.
No entanto, a adoção do termo “superinteligência” ainda é limitada. Embora empresas como Microsoft e SpaceX tenham feito mudanças simbólicas, a maioria dos laboratórios de IA não relabelou seus modelos como “SI”. A questão central permanece: será que o público e a indústria aceitarão essa mudança, ou ela será apenas mais uma tentativa de rebranding político?
Uma coisa é certa: enquanto a batalha pelos termos continua, o debate sobre a regulamentação e os riscos da IA avança. E, neste cenário, a pressão de Trump pode ter criado mais perguntas do que respostas.